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Recriação da CPMF está na contramão da história, diz CNI

A participação da CNI na elaboração na nova fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP2) foi acertada com o ministro do Desenvolvimento

A recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), defendida ontem por alguns governadores em reunião com a presidente Dilma Rousseff, está na contramão da história. O alerta foi feito pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, nesta terça-feira, 22 de fevereiro. “Somos contra a criação de qualquer imposto”, destacou Andrade, em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, de São Paulo.

Em vez de os estados defenderem a criação de impostos, devem seguir o exemplo do governo federal e cortar os gastos, disse Andrade. “Os governadores precisam trabalhar com eficiência e melhorar a qualidade dos gastos”, recomendou.

Na avaliação do presidente da CNI, esse não é o momento de criar tributos, mas de fazer uma reforma que reduza o peso dos impostos e garanta a competitividade das empresas. “Precisamos reduzir a carga tributária, que é uma das mais altas do mundo”, destacou.

POLÍTICA INDUSTRIAL - Ele disse ainda que a CNI apresentará sugestões para a segunda etapa da política industrial. “Vamos levar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior as informações sobre as dificuldades, os gargalos e a posição de cada setor da indústria diante da concorrência no mercado externo.”

A participação da CNI na elaboração na nova fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP2) foi acertada com o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante reunião do Fórum Nacional da Indústria, realizada na segunda-feira, 14 de fevereiro, no escritório da CNI em São Paulo. Órgão consultivo da diretoria da CNI, o Fórum é formado pelos presidentes de associações nacionais setoriais e de federações estaduais da indústria.

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