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Tendências para 2026 e além: Qual é o futuro do trabalho?

O colunista da Forbes Bryan Robinson, PhD e autor de Chained to the Desk in a Hybrid World: A Guide to Balance, publicou um artigo no portal de negócios reunindo dicas e insights de 10 especialistas

O colunista da Forbes Bryan Robinson, PhD e autor de "Chained to the Desk in a Hybrid World: A Guide to Balance", publicou um artigo no portal de negócios reunindo dicas e insights de 10 especialistas sobre o futuro do trabalho em 2026. Quero discutir um pouco sobre as tendências mais valiosas que eles listam aqui neste texto.

A dominação da IA será acompanhada pelo foco no humano

Segundo o autor, embora a inteligência artificial (IA) esteja dominando tanto os debates como os aspectos técnicos do trabalho (para não falar dos investimentos), habilidades humanas passam a ser cada vez mais valiosas.

Isso significa que as "soft skills" vão passar a ser encaradas como "power skills", extremamente necessárias e responsáveis por diferenciais profissionais preparados para novos desafios. O autor fala de habilidades como inteligência emocional, criatividade, resiliência, curiosidade e influência social.

A meu ver, a IA deixou de ser promessa e passou a ser infraestrutura. Então, se a pergunta é "o que vai continuar sendo exclusivamente ou prioritariamente humano?", a resposta está nas "power skills", que serão o ponto mais valorizado do trabalho moderno.

Paradoxalmente, quanto mais tecnologia usamos, mais valiosas se tornam as habilidades que não podem ser automatizadas. E o profissional do presente e do futuro não é o que compete com a IA, mas o que sabe trabalhar com ela, usando-a como amplificadora de sua capacidade.

A retenção de funcionários será repensada

Segundo o autor, as avaliações de desempenho anuais estão desaparecendo. Em seu lugar, entram rotinas de feedback contínuo e integrado por tecnologia, com ajuda da IA para sinalizar momentos e contextos.

E para reter talentos, será essencial alinhar as ambições pessoais dos colaboradores com os objetivos da empresa.

Isso demonstra que trabalhar com políticas rígidas, sem planos de carreira maleáveis e com metas desconectadas de um propósito maior, com transparência com os colaboradores, é o mesmo que mandar seus talentos em busca de novos empregos.

O que surge é um novo modelo de gestão de pessoas, que preza pelo desenvolvimento personalizado e alinhamento entre os objetivos do negócio e as ambições do profissional.

O trabalho remoto ou híbrido se torna um benefício e um diferencial

Segundo o artigo na Forbes, trabalho remoto passa a ser um diferencial competitivo, assim como a tendência de flexibilidade para o horário do trabalho.

O que vemos no cenário nacional segue essa linha, porém, com foco no retorno ao presencial, pelo fortalecimento de questões como a cultura da empresa e maior controle das entregas.

Ainda assim, flexibilidade será vista, cada vez mais, como privilégio a colaboradores que cumprem responsavelmente com prazos, reuniões e compromissos.

O RH com mais impacto no dia a dia

Os departamentos de recursos humanos deixam de ser apenas administrativos e ganham foco em impacto escalável, com ferramentas tecnológicas integradas (e IA realizando as tarefas repetitivas), dando espaço para os profissionais de RH trabalharem em conexões, orientação e desenvolvimento de talentos.

Neste ponto, estou 100% de acordo. Aqui no WallJobs, percebemos que organizações que ainda têm seu RH focado em processos burocráticos vão sofrer nesse novo cenário, principalmente, com ferramentas de IA. Precisamos permitir que ferramentas digitais e inteligência artificial assumam tarefas operacionais para que os profissionais de RH atuem nas conexões humanas, no engajamento e na formação de lideranças.

Não há como dizer de outra forma: o RH do futuro é menos administrativo e muito mais estratégico, analítico e humano.

A conclusão é que o mundo do trabalho de hoje já exige algo que antes parecia opcional: a capacidade de se reinventar, o aprimoramento em nome da performance, sem deixar de lado as características pessoais fundamentais e as melhores características de cada colaborador.

Não tenha dúvida. No presente e no futuro, o diferencial competitivo é humano.

Henrique Calandra é fundador do WallJobs, empresa de tecnologia brasileira que oferece soluções automatizadas para contratos de estágio, autor do livro "Inteligência Artificial Generativa para Iniciantes", e palestrante de grandes ecossistemas como InovaBRA e Distrito.

SOBRE O WALLJOBS

Fundado há dez anos, o WallJobs é a mais inovadora HR-tech do Brasil: o primeiro agente 100% digital e IA-First para integrar universidades, pessoas estagiárias e algumas das empresas mais importantes do país, em uma plataforma que promove a melhor experiência para todas as partes, sem burocracia, com velocidade, segurança e em conformidade total com a legislação brasileira.

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Atualizado em: 11/02/2026 19:00