Notícias
Lei que padroniza juros e correção foi vantajosa a devedores
Para especialista do BTLAW, nova regra trouxe maior segurança jurídica, mas favoreceu inadimplentes ao baratear a dívida
Sancionada nesta semana, a lei que uniformiza juros e correção monetária (Lei nº 14.905/24) tem aspectos positivos e negativos. Por um lado, padroniza práticas contábeis e financeiras, reduzindo discrepâncias nos tribunais. Por outro, utiliza cálculo que pode reduzir a penalidade ao devedor. É o que afirma o especialista em “Contencioso” do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW), Armin Lohbauer.
“A nova lei estabelece correção monetária pelo IPCA e juros pela taxa Selic. O aspecto positivo é a uniformização já que, anteriormente, vários tribunais utilizavam diferentes índices, o que gerava dúvidas e incerteza jurídica” destaca.
“No entanto, a taxa Selic hoje tem valores mais baixos do que a taxa de 1% ao mês que era aplicada em muitos casos de atraso no pagamento. É possível afirmar, coloquialmente, que ficou mais barato para devedores e pior para os credores”.
Aprimoramentos – para Lohbauer, há espaço para aprimoramentos da nova legislação, sendo importante considerar como as novas regras serão implementadas nas relações judiciais e contratuais já em curso.
“A transição deve ser feita de maneira clara e ordenada, evitando confusões e litígios desnecessários. Isso implica definir claramente a partir de quando as novas normas serão aplicáveis e se haverá períodos de adaptação para contratos e processos judiciais em andamento”
O especialista do BTLAW ressalta ainda que a implementação de programas de educação financeira, tanto para empresas quanto para cidadãos, sobre as mudanças na Lei, pode ajudar a maximizar os benefícios.
“Isso inclui explicações detalhadas sobre como calcular a atualização monetária e juros, além de estabelecer mecanismos de acompanhamento e revisão contínua das normas pode garantir que a Lei permaneça atualizada”.
Correção Monetária – estabelecida em 1964 para permitir que o governo se financiasse por meio da venda de títulos públicos remunerados, a correção monetária acabou se difundindo por toda a economia brasileira.
Empresas adotaram para corrigir balanços e reduzir impostos ao reajustar suas despesas. O mercado financeiro utilizou para remunerar aplicações e atrair investidores. E até contratos de longo prazo, como arrendamentos e aluguéis, incluíram correção em suas cláusulas.
É difícil comparar o impacto dessa iniciativa com demais países, uma vez que Estados Unidos e países da Europa, por exemplo, também possuem mecanismos de proteção contra inflação, mas não da forma generalizada e automática sobre preços, salários e contratos, como ocorre no Brasil.
Armin Lohbauer - advogado especialista em Contencioso Cível do escritório Barcellos Tucunduva Advogados (BTLaw)
Informações à imprensa
Sobre a M2 Comunicação Jurídica
A M2 Comunicação Jurídica é uma agência especializada nos segmentos econômico e do Direito. Contamos com diversas fontes que atuam em âmbito nacional e internacional, com ampla vivência nos mais diversos assuntos que afetam a economia, sociedade e as relações empresariais
Links Úteis
Indicadores de inflação
| 11/2025 | 12/2025 | 01/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | 0,01% | 0,10% | 0,20% |
| IGP-M | 0,27% | -0,01% | 0,41% |
| INCC-DI | 0,27% | 0,21% | 0,72% |
| INPC (IBGE) | 0,03% | 0,21% | |
| IPC (FIPE) | 0,20% | 0,32% | 0,21% |
| IPC (FGV) | 0,28% | 0,28% | 0,59% |
| IPCA (IBGE) | 0,18% | 0,33% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,20% | 0,25% | 0,20% |
| IVAR (FGV) | 0,37% | 0,51% | 0,65% |
Indicadores diários
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.2159 | 5.2189 |
| Euro/Real Brasileiro | 6.16143 | 6.17665 |
| Atualizado em: 06/02/2026 19:02 | ||